Afinal, qual é a crise da igreja evangélica?


“Se algum dia conhecemos a Jesus segundo a carne, já, agora, todavia, não o conhecemos desse modo”—Apóstolo Paulo.

“O Evangelho não foi provado e julgado falho. Ele foi julgado difícil e portanto permanece não provado até hoje”—Soren Kierkegaard

Alguns dizem que “a crise da igreja evangélica é uma crise de conteúdo”, conforme li numa declaração de um “pensador evangélico” recentemente.

Ora, se for “evangélico”, não é pensador; e se for pensador, não será mais “evangélico”.

Ninguém que pensa, é “evangélico”. Não mais hoje em dia. Nem tampouco ninguém que sente com verdade é “evangélico”. Não mais hoje em dia!

Portanto, saibam os “evangélicos”: se pensar, não é “pensador evangélico”; assim como se tiver alma, não será “psicólogo evangélico”. Daí, para mim, a frase “pensador evangélico” ou “psicólogo evangélico” ser uma impossibilidade da mente e da alma.

No mesmo texto ao qual antes me referi decretou-se a morte do “movimento evangélico”.

Engano! Isto não acontecerá!

A “igreja evangélica” não morrerá. Ela já está morta. Todavia, o “movimento evangélico”, saibam todos, não morrerá. Sim, ficará aí... e será o que todas as outras religiões são, mesmo as mais “mortas”; apenas com uma diferença: os evangélicos são os menos sofisticados de todos, à exceção, talvez, dos islâmicos fanáticos.

Quem dera a “crise evangélica” fosse tão simples!

A curta viagem entre um cristão e um fariseu


A curta viagem entre um cristão e um fariseu

Às vezes pensamos que o que separa um jovem cristão de um fariseu é uma grande distância. Quando eu era mais jovem, durante a revolução dos costumes ocorrida na década de 60, pensava que havia duas coisas que me separavam de um fariseu. A primeira era o próprio fato de eu ser jovem e liberado. A segunda, o fato de eu pertencer àquela geração que transtornou os costumes moralistas ensinados durante séculos. No entanto, mesmo antes de eu encontrar Jesus, lá mesmo onde eu estava, em meio aos hippies e liberados rapazes e moças daquela geração, a hipocrisia podia ser encontrada. Depois que me tornei cristão, logo percebi que o farisaísmo não tem idade: ele se esconde em qualquer lugar, e, muitas vezes, com mais facilidade ainda sob as vestimentas religiosas.

Jesus advertiu os seus discípulos de que a condenação do fariseu não tinha paralelo entre os demais pecadores daqueles dias. As prostitutas, os publicanos, os pervertidos e os demais párias daquela sociedade – com os quais Jesus estava em permanente contato – jamais receberam tão intensas ameaças de severo juízo quanto os fariseus. Com essa afirmação eu não estou dizendo que eles não eram também passíveis de juízo, pelos seus próprios pecados. O que estou dizendo é que para Jesus, os pecados deles eram pecados mais “verdadeiros”. Nem por isso eles deixaram de estar sob o crivo do juízo de Deus; porém, com muito menor rigor, nos graus da condenação, do que o que estava prometido para o falso religioso.

Jesus disse que “por fora” os fariseus eram perfeitos; todavia, o interior era um lixo. O Senhor disse que era como alguém que só lava o prato de comida por fora e que é capaz de comer no mesmo prato sujo, a vida toda (você pode se imaginar comendo no mesmo prato sujo a vida inteira? Você pode se imaginar bebendo água num copo sujo por toda a sua vida?). E ainda: que eles eram como sepulcros pintados de branco – mostrando beleza enquanto a podridão acontecia do “lado de dentro”. Isso significa que é bastante possível que as pessoas se escondam sob as vestes religiosas para mascararem seus reais valores interiores. Muita gente, e mesmo jovens, se esconde sob o disfarce religioso a fim de pecar com mais “segurança”.

Entrevista para a revista Cristianismo Hoje






Entrevista com Pr. Caio Fábio para a revista Cristianismo Hoje.
Danilo Fernandes e Carlos Moreira - o pessoal do Genizah - fizeram a entrevista.

Missão Salvar Crianças-Bruxas: vem com a gente nessa missão!


Edir e o Diabo trocam uma ideia sobre o Valdemiro



O que mais me aborrece quando vejo cenas como esse teatrinhoinfame capitaneado pelo empresário Edir Macedo NÃO É o absurdo dessa entrevista com o diabo - um demônio fofoqueiro demais, aliás (agora descobri porque tem tanto futrico nos corredores das igrejas: Se no púlpito Deus e o Diabo ficam de mexerico!!??). Mas NÃO É a forma sádico-fetichista com o qual ele "domina" o diabo agarrando a mulher pelos cabelos DELA, submetendo, sem a menor necessidade, o "vaso mais frágil" a mais indignidade ainda do que a indignidade que tal "possessão" já a tem exposta! O que mais me aborrece NÃO É ver a cara bispal arreganhada de satisfação maligna quando sabe que a família do ex-amigo está arrebentada! Também NÃO É a fajuta imitação que o demônio faz do apóstolo, que qualquer humorista faria melhor... NÃO, NÃO, NÃO... Não é isso que me aborrece, pasma, assombra; pois isso não é nada diferente do que eu espero que ele, o bispo, faça! Ele é assim desde o começo e suas "habilidades" cafonas só "melhoram" com o avançar da idade...

QUER SABER O QUE ME ASSOMBRA?

São os bonzinhos, os éticos, os polidos, os "bíblicos", os "teológos", os "evangélicos" das igrejas teologicamente "saúdaveis"... Sim, me assusta não o que a UNIVERSAL e a MUNDIAL fazem, mas sim o que presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos e pentecostais antigos NÃO fazem!

São esses que me irritam: não têm pena do povo, ficam rindo de ver a deprimência da cena, chamam VALDEMIRO e MACEDO de "eles", que são diferentes de "nós", enquanto todos estão dentro do mesmo guarda-chuva EVANGÉLICO que é todo furado por baixo por causa das pontas dos guarda-chuvas menores que ficam acolhidos debaixo dessa nominação religiosa que cabe desde macumba à congressos de santa reflexão teológica!

O que me enoja não é a cena armada para assustar o público e impedir o fluxo de membresia que vaza da UNIVERSAL para a MUNDIAL. Não! Me enoja os caras que sabem falar, saberiam ajudar o povo a discernir, têm voz na mídia, têm centenas de vídeos no youtube, têm livros escritos com muita sabedoria, têm blogs, sites, estudos, Palavra, autoridade pública, têm TUDO e não fazem... NADA. Não reagem à opressão religiosa. Não gritam, não dão uma de loucos, não saem de cima do muro, não expressam opinião aberta, são medrosos, melindrosos, bundões mesmo!!!!

Uns dizem: "Eh, mas Deus está salvando lá dentro!" - Meus amigos, Deus está salvando até dentro dos prostíbulos! Outros argumentam:

Que tipo de peixe é você nesse arrastão da igreja?


AS AMBIGUIDADES HISTÓRICAS DO REINO, MAS NEM TANTO...

LEIA: Mateus 13 e 14.

Jesus disse que “o reino dos céus”, que equivale a encontrar o significado sublime de Deus na existencialidade da vida, acontece de modo diferente para pessoas distintas.

Para uns é como um homem que tropeça num tesouro oculto num campo. Não buscava nada e achou tudo. Não tinha coisa alguma em mente, não sofria de nenhuma expectativa, não era um “Explorer” de coisa nenhuma; era apenas um ser em movimento na existência; e, sem querer, tropeçou na Graça, no tesouro, no sentido supremo; e entendeu o que achou; e, portanto, saiu dali, vendeu tudo o que tinha a fim de comprar o campo no qual o tesouro de Graça se fazia disponível; embora o “campo” no qual ele fora encontrado tivesse o seu preço.

Para outros, tal encontro com o sublime, acontece depois de muita busca e procura. É assim como um homem que procurava e almejava por pedras de valor, por gemas preciosas, e, tendo encontrado alguma coisa [...], todavia sabia que poderia ainda haver algo mais precioso a ser encontrado; por isto, não cessava sua busca do encontro com o significado do valor superior.

Jesus também disse que há aqueles que são “pescados” por ações humanas; sim, como “peixes” alcançados por um arrastão, por uma malhadeira, por uma tarrafa lançada ao mar de modo indiscriminado, a qual, quando volta às mãos dos seus lançadores, vem carregada de “peixes bons e de peixes maus”, os quais são separados uns dos outros; sendo que, no “reino dos céus”, tal “separação” somente acontece por intervenção divina, e nunca por ação humana, conforme Jesus ensinou na “Parábola do Joio e do Trigo”.

Assim, uns não buscavam nada, porém, na sua inconsciência, acharam Tudo o que não procuravam; e tiveram o discernimento de que o “achado” valia vender tudo, abrir mão de qualquer coisa, a fim de que se apoderassem de Graça do que foi achado num ambiente que tem seu preço, como um campo no qual um grande tesouro desconhecido possa ser encontrado.