O problema da religião: a confessonalidade
1 de junho de 2010
Postado por Unknown
O problema da religião é que ela elege a confissão verbal como marca da relação com Deus e, por causa do que confessa, reivindica o direito a essa relação. Esquece o Cristo dizendo que os seus seriam reconhecidos não pela fala, mas pelo amor de uns pelos outros; que o chamado seria para salgar a terra e não para reproduzir uma confissão de boca; que os falsos profetas seriam reconhecidos pelos seus frutos e não por suas confissões; que a confissão deles diria justamente "Senhor, Senhor..." mas que ouviriam "Afastem-se de mim", não por terem uma confissão errada, mas por praticarem o mal.
Esquece que o Samaritano não foi exaltado por sua confissão de fé; que a fé do centurião romano foi elogiada apesar da estranheza da declaração; que a Verdade que liberta não é um conceito, uma doutrina ou uma regra de fé e prática a ser aceita e declarada, e sim uma Pessoa a ser seguida ("Eu sou a verdade")
O problema da religião é que ela trabalha para reproduzir confissões. Esquece que a confissão é algo entre Deus e o homem; que ninguém consegue levar Pedro a declarar "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!" Esquece que uma declaração de fé não socorre o necessitado; que o sacerdote e o levita eram os da confissão e eles passaram pelo outro lado. (Lucas 10.25-37)
O problema da religião é ela achar que o mundo vai louvar a Deus quando confessar que "Jesus Cristo é o Senhor". Esquece que essa frase está na parede dos maiores abatedouros de almas, e na boca dos maiores desdenhadores de seres humanos. Acha que o mundo vai louvar a Deus quando confessar o Cristo, mas esquece que esse mundo precisa ver boas obras para que isso aconteça: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus" (Mateus 5.13-16).
O problema da religião é não admitir que a confessionalidade virou estratégia para encher lugares, promover adesões e fazer prosélitos.
O problema da religião é não admitir que só a evangelização que salga a terra pode dizer: "Não, filho, não precisa vim comigo, vai para a tua casa."
O problema da religião é ler isso aqui e achar que abrir mão da confessionalidade, é abrir mão da fé no Cristo.
O problema da religião é ela orgulhar-se de sua confissão, quando deveria sentir dores de parto por causa dela. O homem que se orgulha de sua confissão de fé perdeu (se é que já teve) a consciência de sua condição.
Pedro só ouve o "vem e segue-me" final, depois de responder à pergunta da confissão até o constragimento e, já magoado, ficar sabendo da inutilidade dessa confissão que não se traduz em amor e serviço ao próximo: "Simão, filho João, tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas."
Devemos abrir mão da nossa confessionalidade, em nome de Jesus.
No Caminho,
Hugo Theophilo
Estação do Caminho em Maracanaú / CE
Pois é... Cinismo espiritual!
Postado por Unknown
"Se o Evangelho nada provoca de mudança e de transformação de consciência e de vida em mim, pergunto: não seria melhor jamais tê-lo conhecido? Ou ainda: para o quê ele serve?"
----- Original Message -----
From: POIS É…
To: contato@caiofabio.com
Sent: Thursday, May 08, 2008 12:25 AM
Subject: Pois é...
"Se o Evangelho nada provoca de mudança e de transformação de consciência e de vida em mim, pergunto: não seria melhor jamais tê-lo conhecido? Ou ainda: para o quê ele serve?"
Trecho de sua resposta, Caio, a um questionamento a respeito de Paulo, que acabo de ler. É o que tenho pensado, pois para mim nada tem servido o Evangelho ou o evangelho, por mim "defendido" e "pregado" desde a infância.
Não tenho, aliás, mais nenhum prazer em fazer as coisas indicadas por esse evangelho, ou por qualquer outro: como orar, ler a Bíblia, ir à Igreja (ainda vou, toco minha guitarra... e tudo mecanicamente, sem prazer ou sentido).
Tenho todas as travas, conheço os bastidores, participei deles, não consigo crer mais...
Sou do seu nicho presbiteriano, ao qual você ainda está filiado (essa eu não entendo de jeito nenhum!). Não há Caminho da Graça por aqui; e se houvesse também não tenho certeza de que já não nasceria contaminado com a doença dos que pulam de galho em galho entre igrejas, procurando apenas satisfazer aos egos próprios endeusados...
Não tenho perguntas a lhe fazer, pois, em tese, conheço as respostas. Só não sei por que as mesmas respostas me parecem ineficazes ou inativas.
Abraço.
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Resposta:
Meu mano querido no Senhor: Graça e Paz!
Você é que pensa que nada tem a perguntar. Quem assim pensa não escreve e nem confessa sua descrença e a suposta ineficácia do Evangelho ou do “evangelho” em sua vida. Sim! Tal pessoa nada tem a dizer. Faz silencio sepulcral!
Mas você tem ou pensa ter o que dizer. De fato, você tem muito a dizer, apenas dirige o seu dizer à coisa ou coisas erradas.
Você me parece como um homem que contempla um poste de luz de mercúrio, o qual se mostra fraco e perdendo a força, mas que, baseado em tal observação, descreve como o sol está perdendo o calor, a luz e a energia.
Eu estava falando do Evangelho. Você está falando da “igreja” — da qual você conhece os “bastidores” [e olhe que de “bastidores” em sou PHD e você está na creche], e, por isso, perdeu a fé, posto que não veja o Evangelho sendo vivido pelo “coletivo eclesiástico”.
Ora, se você estivesse falando do Evangelho, conhecer os bastidores significaria ter estado presente na Transfiguração ou no caminho com Jesus quando Ele abriu o entendimento de Seus discípulos para compreenderem as Escrituras.
Mas não é disso que você está falando. Afinal, se fosse dos bastidores do Evangelho a que você estivesse se referindo, então, sua face estaria transfigurada de alegria.
Não! Você fala dos bastidores da religião, da “igreja”; e, fala de você também; de como você é exatamente igual aos que condena.
Sim! Você faz isso, por exemplo, quando diz “que até vai aos cultos”, mas que não crê em mais nada; e isso enquanto me condena por ainda ser membro da Catedral Presbiteriana do Rio, sem saber que minha consciência não carrega os seus traumas; e mais: que minha relação nos bastidores da Catedral do Rio sempre aconteceu em amor, em verdade e na luz.
Ora, sou membro da Catedral do Rio porque lá tenho amigos muito amados, os quais me amam no Evangelho; e, a maior prova disso é que ajudam o meu ministério mesmo eu vivendo para fazer o ministério que Deus me deu no Caminho da Graça.
Não! Eu não sou das instituições, mas das relações de verdade e amor!
Caminho da Graça é a jornada pessoal de cada um com Deus!
E quem será o tolo que imporá fronteiras a tal caminho?
Você disse, falando de você mesmo, de seu cansaço, cinismo espiritual e traumas, que se houvesse uma Estação do Caminho em sua cidade, seria a mesma porcaria de sempre, algo cheio de gente doente de “igrejas”.
Interessante! Aqui em Brasília tem Caminho da Graça. E também há Estações e grupos em muitos lugares. E em nenhum deles nós temos esse espírito que você disse que inevitavelmente se instala entre as pessoas.
Sabe por quê?
É que quem chega ao Caminho da Graça logo descobre que esse tema que você levanta, fazendo confusão entre Evangelho e doutrinação evangélica e religiosa, não existe entre nós, pois, não vivemos tendo os “evangélicos” [bons ou maus] como referencia, mas sim exclusivamente a Jesus e ao Evangelho.
Você, provavelmente, um dia amou a Deus; mas o fez de modo confuso, amando o Deus da proposta do Evangelho + o Deus da doutrinação evangélica; e como não viu mais nada além de dissimulação humana e falsa piedade [a famosa ‘peidade’], concluiu a partir de si mesmo que o evangelho não tem poder para mudar nada.
Ora, de bastidores de “igreja” eu duvido que você saiba da missa o terço. Eu, todavia, já rezei todas as rezas desses bastidores como sacristão inocente, e, depois, vi e vi o que sempre soube que havia, mas que não era forçado a ver, dada a independência com a qual me conduzi a vida toda.
Então, cansei quase até a morte!...
O Senhor, entretanto, me livrou de tais referencias, e me deixou ver que o Evangelho só não seria verdade se eu, com toda sinceridade, buscasse vive-lo na Graça de Deus, em total confiança no que Jesus fez e Consumou. Ora, sendo assim, o Evangelho me trouxesse o bem e paz que promete.
Desse modo, mesmo vendo a degradação de muito daquilo que um dia eu reverenciei como sendo ainda fé genuína [apesar de na maioria das pessoas ser algo sem entendimento], ainda assim sinto-me animado e alegre; e apenas por uma razão: o Evangelho que é Jesus, é vivo em minha vida; e, todos os dias o vejo tornar-se vivo e vivo nas vidas de centenas de pessoas.
O seu problema, todavia, é cinismo a partir de seu próprio cinismo!
Minha sugestão, mesmo que você tenha dito que já sabe tudo, é uma só:
Deixe de tocar mecanicamente a sua guitarra nos cultos vazios que você oferece e participa; e, crendo no Espírito Santo, sozinho, leia o Evangelho; e, assim, permita que você seja tocado, ao invés de viver tocando o que nada toca, nem mesmo o seu próprio coração.
Pare de ser palhaço no circo. Deus não é “du Soleil”. Para Ele só vale tocar o que toca a gente antes! Senão é palhaçada!
É uma pena que você pense que sabe, pois, se você cresse que não sabe, poderia saber como é de fato saber.
Sim! Pois o pseudo-saber ensoberbece, mas o amor edifica e ilumina; pois, na soberba há desprezo e mágoa; no amor, porém, há vida e alegria.
Ora, você vai me dizer que conhece essas palavras. Eu, porém lhe digo: conheça esta experiência. Afinal, o Evangelho não é demonstração de palavras, nem de sabedorias e nem de logorreia, mas de poder de Deus na experiência da vida provada em amor.
Quebrante seu coração!
Leia este site e aprenda o sentido de conhecer a Deus, e não as mazelas humanas, as quais você conhece de sobra em você mesmo.
Receba meu carinho. Razão pela qual lhe digo estas palavras!
Nele, em Quem a Verdade é Vida,
Caio
Quando o sal perde o sabor...
14 de maio de 2010
Postado por Unknown
"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens..."
O que salva o sal é a sua dissolvência, aceitando a sua missão invisível de ser sentido sem ser visto; se não, vira monturo ou estatua de sal.
O sal tem que ter mais alegria em dar gosto do quem em ser visto.
O sal tem que saber que seu papel é ser discernido, não preservado.
O sal existe para inexistir...
O sal que é visto, não é sentido; pois o sal que é sentido, não é mais visto, porque se tornou parte do sabor que anima os humanos a comer com prazer.
Novos grupos que se reunem no Caminho...
6 de maio de 2010
Postado por Unknown
BARRA MANSA / RJ
Carlos Alberto
Contato: (24) 3324-4469 / 9999 1156
E-mail: carlostelji@uol.com.br
SERRA / ES
Francisco / Jorge
Contato: (27) 9224-3359 – Francisco / (27) 3074-3089 – Jorge
BLUMENAU/SC
Tuco Egg
Contato: (47) 8405-5131
Email: tucoegg@gmail.com
Site: www.pensecomigo.com
MARACANAÚ / CE
Hugo Theophilo
Contato: (85) 7811-6681 – Hugo / (85) 8666-7678 (Paulo Victor)
E clique aqui para saber onde tem mais gente se reunindo.
Uma chamada simples e radical
30 de abril de 2010
Postado por Unknown
“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” – Apóstolo Paulo.
Nesta jornada no Caminho, não fomos convidados à pusilanimidade– leia-se covardia, falta de coragem, fraqueza de ânimo, frouxidão, timidez excessiva, ou ainda, "vitimizações decorrentes dos traumas religiosos passados e medo de assumir a breguice do testemunho público" –; mas, à loucura radical de viver uma vida que manifesta a encarnação da verdade do Evangelho da Graça conforme é vista em Jesus Cristo.
Chico
Clique aqui para assistir este vídeo: Com-Vocação ao Caminho do Evangelho
Por que Jesus mandou pregar?
28 de abril de 2010
Postado por Unknown
Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?
Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.
Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.
Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.
O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.
Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.
Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.
O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.
Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.
É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.
É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.
É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.
Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.
Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.
Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.
O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.
É simples assim.
O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.
Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.
É ou não é?
Caio
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