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SAWABONA!!! - Que Igreja já aprendeu isso?...
27 de março de 2014
Postado por Marcello Cunha
SAWABONA!!! - Que Igreja já aprendeu isso?...
Há uma "tribo" africana que tem um costume muito
bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a
pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois
dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser
bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes,
na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira
natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente
da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou
bom".
Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer
dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra
mim"
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:
"Então, eu existo pra você"
Agora me diga:
Que "igreja" que você conhece tem o poder moral e de caráter para dizer qualquer coisa a este povo?
"Em verdade eu vos digo que muitos... do norte, sul,
leste e oeste... se levantarão no juízo e julgarão os que se chamam de filhos
do reino".
Caio Fabio D'Araújo Filho
O Caminho da experiência comunitária, segundo Jesus.
2 de setembro de 2013
Postado por Marcello Cunha
O termo Ekklesia sintetiza de
forma impressionante o ser Igreja de Jesus: são os chamados para fora. No entanto,
na história cristã preponderou o caminho inverso que torna os discípulos em
gente “chamada para dentro”, chamada para deixar o mundo, para só considerarem
“irmãos” os membros do “clube santo” e a não buscarem relacionamentos fora de
tal ambiente. Mas, lendo o Evangelho, é difícil conceber que Jesus sonhasse com
aquilo que depois nós chamamos de “igreja”.
Quem pode ouvir o ensino de
Jesus, com toda sua desinstalação, com toda a sua mobilidade, com toda ênfase
na igualdade de todos, com toda denúncia aos poderes religiosos e com toda a
pertinência à vida – fosse para curar a mente, o corpo ou o espírito; fosse
para anunciar a destruição do Templo como lugar de Deus; fosse para
“beatificar” samaritanos e “demonizar”
religiosos sem coração – e ainda assim imaginar que Jesus tenha qualquer coisa
a ver com o que nós chamamos de “igreja”, seja aquela que se abriga em Roma,
sejam aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos
megalomaníacos existirem? Não se vê Jesus tentando criar uma comunidade fixa e
fechada, como também não percebo, em seu espírito, qualquer interesse nesse
tipo de reclusão comunitária.
OS DESIGREJADOS - Resposta a uma Entrevista
15 de agosto de 2013
Postado por Marcello Cunha
1) Como líder cristão com
larga trajetória na chamada "igreja institucional" e já há cerca de
12 anos com o Caminho da Graça, que leitura o senhor faz do crescimento desse
movimento de "desigrejados" no país - fenômeno que, além de envolver
mais e mais pessoas, já é objeto de teses, dissertações e livros?
Resposta:
Não tenho dúvidas quanto
ao fato de que houve alguns fatores a contribuir pra o ocorrido, conforme eu
vinha dizendo desde 1982.
Caminho, Supervisão, Congregação, Leveza, Compromisso, Fruto conforme a espécie, Amor!
12 de julho de 2013
Postado por Marcello Cunha
A reunião ontem e o Episcopado.
Ontem foi uma reunião
maravilhosa. Na companhia de vários amigos do colegiado; a Ana D´Araújo nos
conduziu a conversação, que mostrou que continuamos nos identificando uns aos
outros nos mesmos desafios; nas mesmas circunstâncias pastorais ou de
supervisão.
Foi muito bom ouvir e conhecer
o zelo do Wagner, quando aguarda os retornos de e-mail ou comunicação. Sim,
porque no "Caminho da Graça" se combate o zelo sem entendimento; mas
não é o caminho do desleixo; temos direção, temos um norte.
Por isto, com toda a leveza de
um movimento que nunca pode se fechar dentro de quatro paredes; todavia,
entendemos que se deve estimular uns aos outros ao vínculo congregacional, onde
o pastorado acontece de modo mútuo e onde COMPROMISSOS em todos os níveis são
levados a sério.
Estou muito feliz por este
tempo em nossa caminhada! Quando os 7 diáconos partiram para a Nigéria, o Caio
falou que o "Caminho" saia de sua breve adolescência. Creio que,
agora, em face a todos os desafios que o movimento tem abraçado como os do CN,
Religar, além daqueles que eu sei que acontece de modo in loco nas estações - estamos mais do que nunca aprendendo a ser
gente grande.
Para mim foi um estímulo a
estimular...Quero que o mentorado aqui de Salvador continue no que já começou
quanto a reconhecer dons e talentos, serviços e seu espaço congregacional.
Quero que cada um encontre o seu posto e esteja posto a revolução do amor.
Sim, porque neste caminho,
feito de vocês, meus irmãos, fui acolhido e amado, mesmo em face de minhas
incoerências e fé pueril em meados de 2007. Com vocês fui aprendendo a crescer
e se tornar gente adulta (não que eu tenha alcançado). Com vocês e de um modo
jamais oferecido a minha traumática infância e adolescência na igreja, recebi
um amor paciente e esperançoso, forte e provocador, o que me compunge a reagir
de modo grato a tudo isto!
E, mais recentemente (2010
para cá), eu definitivamente procuro abraçar as coisas que de fato o Senhor me
chamou e, tal discernimento veio de modo muito simples: cada um tem seu lugar!
Por isto, iniciamos 2012 em Salvador com algumas rupturas de vícios, e
convoquei aqueles em que eu via atitude pastoral, a fim de assumirem o seu
posto enquanto me dedico a tarefas mais executivas e à minha paixão
"missional" agora no SOS Religar. A Ana sabe disso, sempre a disse
que minha "pegada" sempre foi mais missionária, a la Bruce Olson,
amadoramente, sem uma escola de missões (embora tenha passado por algumas, como
a JUVEP e JOCUM), nada disso precisei para dar o "start" nas ações no
Sertão. Por uma razão simples: nossas premissas são outras!
Não estamos querendo ganhar o
mundo e; ganhar almas, só se for com amor!
E assim, vamos vivendo, de fé
em fé, de glória em glória. Carregando a consciência de que somos vasos de
barro, embora riquezas celestes possam ser depositadas em nós, a riqueza
celestial permanece, o vaso quebra.
No mais, espero estar com os
amados irmãos em Recife. Juntos, se possível com todos. Não tenho A voz. Não A
voz. Não quero a Fala.
Deixei de ser um pregador e me
tornei um jornalista da revolução! Só isso! Isto basta, mesmo que um dia eu
queira algo mais! Me lembrem disso, "isto basta"!
Beijos em todos! Com vocês,
com os que vão à Nigéria (ESTA SEMANA QUE ENTRA), Senegal, Sertão e em qualquer
lugar!
Fernando Lima
Supervisão do Caminho/Bahia
Tel.: Cel 71 9251-1639
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