NIEMEYER MORREU



Assim...

Crentes vexados o põem no inferno.

Crentes bem doutrinados dizem mais ou menos assim:
Ateu ou não, o único caminho até Deus é por meio de Cristo. Não posso emitir um decreto de condenação ou perdição ao gênio Niemeyer e nem de redenção ou salvação. Isto faz parte dos decretos de Deus. Julgar que foi condenado ou que foi salvo não é de minha alçada. Graças a Deus!

Crentes sem amarras na religião, dizem:
Decretos eu não faço, pois não tenho tal poder. Mas peço a Deus que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade [...] ainda que quando morrendo ou na transição entre aqui e além, pois Deus se revela a todos em qualquer parte de qualquer processo de vida e morte.

Eu, porém, digo que quem quer que afirme: “Desejo um mundo mais fraterno, onde as pessoas não julguem umas as outras, mas se ajudem mutuamente” — fez a boa confissão, que é: O que quereis que os homens vos façam, fazei vós mesmos primeiro a eles. E mais: cuide dos que não têm cuidados, pois é de mim que estarão cuidando [Mt 25] — com certeza levou um susto de amor eterno quando a Luz Indizível e Inefável se revelou a ele.

Além disso, existem também os que julgam que se alguém não confessar a Cristo na presença de crentes ou da igreja, perdeu a chance da salvação.

Veja como ainda somos católicos sem que o saibamos!

Sim, sem batismo, profissão pública de fé, e a presença testemunhante de algum crente, ninguém estará salvo, a menos que já tivesse se tornado publicamente irmão.

Será que cremos que o vento sopra onde quer...ouvimos sua voz... mas não sabemos de onde vem e nem para onde vai?

Não! Na verdade cremos que o Espírito Santo reza conforme a nossa cartilha!

Blasfêmia de pequenez!

Portanto...

Silêncio!

Niemeyer está na Presença do Eterno!

Calemo-nos!

Em Nome Daquele que se imolou por Niemeyer antes da fundação do mundo,

Caio
6 de dezembro de 2012
Lago Norte
DF



Só há uma dívida que Não Está Consumada.

 
 
O QUE NÃO SE QUITA JAMAIS?

Só há uma dívida que Não Está Consumada.


Está tudo quitado, exceto o amor com o qual devemos amar uns ao outros; sim, a todos, crentes e descrentes, afins e avessos, amigos e inimigos; todos!


Ah, isto não foi pago.


Tudo foi pago gratuitamente por mim para que gratuitamente toda divida do homem para com outro homem seja perdoada.

Se perdoarmos, tudo Está Consumado.

Se não perdoarmos as dívidas mediante a doação do amor que a ninguém se faz dever, então, Nada Estará Consumado.

Amor não se quita nunca quanto a dar e dever.

Portanto, Só há uma dívida que Não Está Consumada: a do amor com o qual devemos amar uns aos outros.

Caio
 
Manaus- 5 de dezembro de 2012
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OS CRISTÃOS, OS JESUSÃOS, OS CEDÕES, OS CAMINHÕES, OS ERRÕES, E OS TOSTÕES!




Já imaginaram se Deus de fato fosse judaico-cristão e patrono do Cristianismo, conforme os crenéticos desejam?

Faz mais sentido ser Testemunha de Jeová no Japão. Mas Deus ser religioso e adorar a Si mesmo no culto do Cristianismo [?] é medíocre até para um deus cristão pagão; ou crisgão, ou pagãtão. Whatever...

Pedro aceitou a designação de “cristão” como modo de levar o vitupério de Jesus, pois, eram os antagônicos que assim os apelidaram, assim como se alguns mais sevecrinos começassem a chamar o pessoal do Caminho de “os Caminhões”, e acolhêssemos como vitupério do discipulado; ou como se o pessoal da Universal, cheios de um outro espírito, aceitassem ser chamado de os Cedões; ou como se os da Internacional da Graça, por quebrantamento, aceitassem ser chamados de os 2Erres; ou os da Mundial, tendo se convertido, carregassem o apelido de os Mundões ou Boiões, etc...

Pedro disse: “Sofra dignamente com este nome” — que era o apelido ridículo que a eles era dado.
Assim, uma alusão ao termo cristão em todo o Novo Testamento [...] se fez prevalente.

Por quê? Sim, por quê [.?.] se entre os irmãos eles apenas se chamavam de “irmãos”, “os do Caminho”, “os discípulos”, “os fiéis”, “os santos”, “os peregrinos”?

Ora, foi a culpa dos romanos que os apelidaram de “cristãos” como quem designa “monstros” que, anos depois, tornou o apelido pejorativo e detrativo em honra e prestígio digno.

Sim, foi a culpa romana que buscou redimir o “cristão” insultante pelo “cristão” honrante. E, depois, foi a culpa latente dos romanos unida ao poder patente que Constantino conferiu à igreja do Império, que, mais uma vez, erigiu do “cristão” da culpa, agora já o “cristão” da honra imperial, e que acabará por ser a base para o Cristianismo, o qual veio a surgir apenas mais de trezentos anos depois de Jesus, o Cristo.

Mais 300 anos sem Cristianismo e, quem sabe, o hoje Islamismo seria chamado pelo nome de Cristianismo. Obviamente na sua versão árabe, e não romana, fazendo outro tipo de sincretismo, já que, não tivesse sido o ódio do Cristianismo Oficial contra o Islamismo, e talvez pudesse ter sido que sem o trauma histórico do Cristianismo anti-islâmico, os islamitas fossem o que hoje se designa por Cristianismo.

Digo isto pelo fato de Jesus ser no Alcorão um Ente superior a todos os outros, incluindo Maomé, ficando apenas por um pouco menor que Alá, sendo chamado de A Palavra de Deus.

Islã significa submissão. Ser um mulçumano é ser um submisso a Alá; ou seja: a Deus.

E por quê? Qual era a referencia histórico/religiosa dos mulçumanos?

Era a judaico-cristã. E, para eles, ambas se haviam corrompido. Haviam perdido a submissão a Deus. Assim, ser um mulçumano era ser tudo o que os judeus e cristãos que os árabes conheciam jamais tinham sido. Sim, sob os judeus eles tinham estado muitas vezes, além de serem irmãos/primos que se aborreciam profundamente. Sob os cristãos eles ficaram quando os cristãos se tornaram “os do Cristianismo”.

Jesus jamais mandou subjugar ninguém. E os discípulos originais conseguiram ficar sem poder e sem domínio sobre ninguém por trezentos anos.

Sim, porque Jesus não fundou religião e nem poderia, pois, se o fizesse, creiam: Deus não seria.
Jesus viveu sem santuário feito por mãos humanas. E a Nova Jerusalém não tem santuários.

Assim na Terra como nos Céus!

Onde Deus é Deus não há religião. Há Luz. Há Amor. Há Verdade. Há Adoração. Há Comunhão Universal. Há tudo Nele e Ele em tudo.

Pois Nele foram criadas todas as coisas. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Nele Tudo Subsiste. De modo que Nele nos movemos, existimos e respiramos. Sim, Ele é o Pai de todos, está em todos e opera por meio de todos. Nada existe fora Dele. Tudo é Nele. Mas Ele não é a nenhuma coisa que Nele é.

Ora, sendo isto que Jesus revela sobre Si Mesmo no Pai e no Pai Nele; e em Deus todas as coisas — como poderia Deus ser Flamengo, ou Santos, ou Corinthians, ou Botafogo, ou Palmeiras?

Ora, o reducionismo é tão patético quanto o que acima usei para ilustrar o ridículo do Deus de Religião.

É tão gracinha quanto dizer que Deus é brasileiro.

Ah, está tarde e eu cansei...

Pense que você compreende.

Eu vou dormir como um humano que é filho do Pai.

Nele, que não torce por time religioso nenhum, para a mais profunda tristeza religiosa de alguns, mas para nossa alegria de discípulos do Caminho aberto a todos pelo sangue da Sua Cruz,



Caio
5 de dezembro de 2012 – Manaus – AM
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Quando eu era menino sentia como menino...


Eu, o menino, o homem e nós!

Quando eu era menino sentia como menino, e, por isto, como menino, eu era o boy até poder virar Tarzan.

Quando eu era menino, pensava como menino, por isto olhar pelos buraquinhos de madeira da casa dos vizinhos pobres, para ver as moças das casas se banhando nuas, era o que o menino poderia fazer até que poder dar banhos nelas.

Quando eu era menino cria que apesar do Pelé [...] o Gérson era o melhor do mundo, até ver que o melhor do mundo é o de cada geração.

Quando eu era menino jovem as louras eram pra exibir, a morenas para degustar e as brancas normais e belas para passear, até que descobri que era tudo a mesma coisa...

Quando eu era menino Deus me amava e eu não sabia o porque. Até que entendi quando homem que quando menino eu tinha razão, pois não há sequer um porque e nem por quê a ser destinado a Deus. Salve menino!

Quando era menino não sabia que a salvação do homem estava no Menino e na criança.

Quando eu era menino eu queria ser logo homem. Quando homem lembrei do menino com gratidão. Então, bem devagar, esqueci o menino e me perdi nas florestas dos adultos sem alma e sem a religião do é, mas apenas a do que pode ser...

Há coisas de menino a serem “desistidas” e há coisas de menino nunca a serem desistidas.
Quando homem desisti de tudo de menino...

“Ah, por favor”, gritou minha alma, “tudo não!...”

E o olhar? E o sentir leve? E a fé simples? E a confiança? E a humildade de pedir ajuda? E rapidez no passar do choro ao riso? E a brincadeira séria como guerra e a guerra séria como uma brincadeira? E a desamargura? E o perdão simples como jogar bola?

Hoje, menino e homem se reconciliaram. Andam juntos. Conversam. Trocam. Se iluminam. Gargalham.

O menino se vê no homem!

O homem se admira que já estivesse pronto no menino!

Entre o homem e o menino... — Deus, pai, mãe, amigos, mulher, filhos, inimigos, tempo e tempo, dor e dor, fé e fé —; sim, entre o homem e o menino tudo o que coube entre o menino e o homem para o bem.

Eu menino me respeito. Eu homem tenho o maior carinho por aquele menino que se fez eu em mim em Cristo.

Nele,

Caio
4 de dezembro de 2012 – Manaus – AM

Ah, eu lembro tanto... — que é assim que estou agora!


Lembranças, fragrâncias, cheiros e sublimidades!

Lembro...
Ganhei ótima memória...
Tudo é muito vivo em mim!
Em mim o passado e o presente se fundem em memorias alegres e calmas.
Até as dores antigas se tornaram doces e meigas...
Como infante [...] ainda lembro de muita coisa.
Lembro do meu desespero de fome aos dois anos..., do meu primeiro castigo com dois anos e meio..., lembro do cheiro da cama do papai e da mãe..., lembro do cheirinho de cada travesseiro da casa..., lembro do hálito doce da Mãe Velhinha..., do odor permanente de hortelã na boca do tio Lucilo..., do perfume das colônias da Vovó Zézé..., das cochas grossas das minhas tias..., da pele suave das minhas primas e vizinhas..., do odor das árvores da casa, e da inundação olfativa que experimentava todos os fins de semana na floresta.
Na realidade de pouca coisa não me lembro de três anos de vida para cá!
Carrego todos os que amei e amo em meus depósitos de memorias/imagens/cheiros da minha alma!
Sou um menino de cheiros e que se tornou um homem de olfatos e percepções...
Entre-tanto [...] há um aroma sublime que Mamãe, Adriana, eu e Ana experimentamos uns dias depois do sepultamento do papai no dia 14 de setembro de 2007.
Fomos ao cemitério...
Minha única ida ao cemitério apenas para ver uma tumba.
Nunca fui de tumbas...
Mas fomos.
Que susto!
A tumba era de uma pedra negra imponente e, paradoxalmente simples.
Umas florinhas singelas num canteirinho nas costas dela.
Flores vermelhas e brancas.
E a ambiência...
Sim, entramos juntos num clima, numa bolha de sublimidade, num sentir coletivo, numa alegria silenciosa e comunicada, num portal de amor sereno e poderoso.
Meu Deus! O que era aquilo?
Todos sentimos tudo.
As mesmas coisas.
Do mesmo jeito.
E quando falamos uns com outros não sentimos necessidade de explicar.
As perguntas: “Vocês estão sentindo isto?”—eram as de todos nós, simultaneamente.
Era um cheiro-presença-sublime de vida!
Duas outras pessoas, sem que eu lhes dissesse qualquer coisa, me relataram a mesma experiência em outras ocasiões.
Emanações do mal e do bem se perpetuam como fenômeno energético psíquico nas camadas do inconsciente coletivo planetário.
Infelizmente cada vez mais ficam os resíduos psíquicos dos entes que não amavam ou mesmo odiavam lotam tais camadas.
Mas quando um ente santo parte, seu cheirinho de céu fica pra trás, e os afeitos a tal fragrância a sentem sem qualquer esforço.
Ah, eu lembro tanto... — que é assim que estou agora!

Caio
4 de dezembro de 2012 – Manaus – AM


Dia do aniversário de nascimento do meu glorificado pai, no Filho.

JESUS NUNCA NÃO AMOU!


Amou os amáveis, os amigos, os discípulos, os pais e irmãos, e todo o povo carente.

Amou as pessoas das Forças de Ocupação Romana, amou autoridades boas, como o Centurião, como o oficial do rei, e como o bom chefe da sinagoga de Cafarnaum, Jairo.

Amou coletores de impostos, meretrizes, pecadores, religiosos sinceros, insinceros, lobos, mercenários, e todos os Herodes, Anás, C
aifás, e cia..., bem como amou os religiosos aos quais confrontou; sim, até mesmo aos que chamou de “filhos do diabo”.

Jesus nunca não amou. Sim, até quando disse “não podes vir”... ou quando disse “quem olha pra trás não é digno do reino”... ou ainda quando disse a alguém que para segui-Lo não daria para esperar a morte do pai: “... deixa aos mortos sepultarem os seus mortos”.

Jesus nunca não amou. Mas amar para Ele não era namoro e nem romance; era verdade, compaixão e sinceridade sábia na expressão do amor!

Jesus nunca não amou. Nem quando fez um azorrague e a todos os negociantes do Templo expulsou!
Jesus nunca não amou. Nem quando Judas o traiu. Sim, amou antes, durante e depois...

Jesus nunca não amou. Nem quando era o Cordeiro de tudo o que ainda não era... Posto que antes de haver [...] Ele já se dera em amor por tudo o que seria!

Jesus nunca não amou e nunca não amará. Nem quando o mundo conhecer a Ira do Cordeiro. Sim, alguém pensa que a Ira de Deus é ódio? A Ira de Deus é amor em estado de fogo purificador.

Jesus nunca não me amou. Nem nos piores ou mais escuros dos dias e horas de agonia. Ele sempre está comigo. Ele nunca não me amará.

Ah, como amo a santidade livre desse amor incomunicável de Deus, e que transcende a tudo o que compreendemos como amor.

Nele,

Caio
2 de dezembro de 2012
Lago Norte
Brasília