NIEMEYER MORREU
6 de dezembro de 2012
Postado por Marcello Cunha
Assim...
Crentes vexados o põem no
inferno.
Crentes bem doutrinados dizem
mais ou menos assim:
Ateu ou não, o único caminho até
Deus é por meio de Cristo. Não posso emitir um decreto de condenação ou
perdição ao gênio Niemeyer e nem de redenção ou salvação. Isto faz parte dos
decretos de Deus. Julgar que foi condenado ou que foi salvo não é de minha
alçada. Graças a Deus!
Crentes sem amarras na religião,
dizem:
Decretos eu não faço, pois não
tenho tal poder. Mas peço a Deus que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao
pleno conhecimento da verdade [...] ainda que quando morrendo ou na transição
entre aqui e além, pois Deus se revela a todos em qualquer parte de qualquer
processo de vida e morte.
Eu, porém, digo que quem quer que
afirme: “Desejo um mundo mais fraterno, onde as pessoas não julguem umas as
outras, mas se ajudem mutuamente” — fez a boa confissão, que é: O que quereis
que os homens vos façam, fazei vós mesmos primeiro a eles. E mais: cuide dos
que não têm cuidados, pois é de mim que estarão cuidando [Mt 25] — com certeza
levou um susto de amor eterno quando a Luz Indizível e Inefável se revelou a
ele.
Além disso, existem também os que
julgam que se alguém não confessar a Cristo na presença de crentes ou da
igreja, perdeu a chance da salvação.
Veja como ainda somos católicos
sem que o saibamos!
Sim, sem batismo, profissão
pública de fé, e a presença testemunhante de algum crente, ninguém estará
salvo, a menos que já tivesse se tornado publicamente irmão.
Será que cremos que o vento sopra
onde quer...ouvimos sua voz... mas não sabemos de onde vem e nem para onde vai?
Não! Na verdade cremos que o
Espírito Santo reza conforme a nossa cartilha!
Blasfêmia de pequenez!
Portanto...
Silêncio!
Niemeyer está na Presença do
Eterno!
Calemo-nos!
Em Nome Daquele que se imolou por
Niemeyer antes da fundação do mundo,
Caio
6 de dezembro de 2012
Lago Norte
DF
Só há uma dívida que Não Está Consumada.
5 de dezembro de 2012
Postado por Marcello Cunha
O QUE NÃO SE QUITA JAMAIS?
Só há uma dívida que Não Está Consumada.
Está tudo quitado, exceto o amor com o qual devemos amar uns ao outros; sim, a todos, crentes e descrentes, afins e avessos, amigos e inimigos; todos!
Ah, isto não foi pago.
Tudo foi pago gratuitamente por mim para que gratuitamente toda divida do homem para com outro homem seja perdoada.
Se perdoarmos, tudo Está Consumado.
Se não perdoarmos as dívidas mediante a doação do amor que a ninguém se faz dever, então, Nada Estará Consumado.
Amor não se quita nunca quanto a dar e dever.
Portanto, Só há uma dívida que Não Está Consumada: a do amor com o qual devemos amar uns aos outros.
Caio
OS CRISTÃOS, OS JESUSÃOS, OS CEDÕES, OS CAMINHÕES, OS ERRÕES, E OS TOSTÕES!
Postado por Marcello Cunha
Já imaginaram se Deus de fato
fosse judaico-cristão e patrono do Cristianismo, conforme os crenéticos desejam?
Faz mais sentido ser Testemunha
de Jeová no Japão. Mas Deus ser religioso e adorar a Si mesmo no culto do
Cristianismo [?] é medíocre até para um deus cristão pagão; ou crisgão, ou
pagãtão. Whatever...
Pedro aceitou a designação de
“cristão” como modo de levar o vitupério de Jesus, pois, eram os antagônicos
que assim os apelidaram, assim como se alguns mais sevecrinos começassem a
chamar o pessoal do Caminho de “os Caminhões”, e acolhêssemos como vitupério do
discipulado; ou como se o pessoal da Universal, cheios de um outro espírito,
aceitassem ser chamado de os Cedões; ou como se os da Internacional da Graça,
por quebrantamento, aceitassem ser chamados de os 2Erres; ou os da Mundial,
tendo se convertido, carregassem o apelido de os Mundões ou Boiões, etc...
Pedro disse: “Sofra dignamente
com este nome” — que era o apelido ridículo que a eles era dado.
Assim, uma alusão ao termo
cristão em todo o Novo Testamento [...] se fez prevalente.
Por quê? Sim, por quê [.?.] se
entre os irmãos eles apenas se chamavam de “irmãos”, “os do Caminho”, “os
discípulos”, “os fiéis”, “os santos”, “os peregrinos”?
Ora, foi a culpa dos romanos que
os apelidaram de “cristãos” como quem designa “monstros” que, anos depois,
tornou o apelido pejorativo e detrativo em honra e prestígio digno.
Sim, foi a culpa romana que
buscou redimir o “cristão” insultante pelo “cristão” honrante. E, depois, foi a
culpa latente dos romanos unida ao poder patente que Constantino conferiu à
igreja do Império, que, mais uma vez, erigiu do “cristão” da culpa, agora já o
“cristão” da honra imperial, e que acabará por ser a base para o Cristianismo,
o qual veio a surgir apenas mais de trezentos anos depois de Jesus, o Cristo.
Mais 300 anos sem Cristianismo e,
quem sabe, o hoje Islamismo seria chamado pelo nome de Cristianismo. Obviamente
na sua versão árabe, e não romana, fazendo outro tipo de sincretismo, já que,
não tivesse sido o ódio do Cristianismo Oficial contra o Islamismo, e talvez
pudesse ter sido que sem o trauma histórico do Cristianismo anti-islâmico, os
islamitas fossem o que hoje se designa por Cristianismo.
Digo isto pelo fato de Jesus ser
no Alcorão um Ente superior a todos os outros, incluindo Maomé, ficando apenas
por um pouco menor que Alá, sendo chamado de A Palavra de Deus.
Islã significa submissão. Ser um
mulçumano é ser um submisso a Alá; ou seja: a Deus.
E por quê? Qual era a referencia
histórico/religiosa dos mulçumanos?
Era a judaico-cristã. E, para
eles, ambas se haviam corrompido. Haviam perdido a submissão a Deus. Assim, ser
um mulçumano era ser tudo o que os judeus e cristãos que os árabes conheciam
jamais tinham sido. Sim, sob os judeus eles tinham estado muitas vezes, além de
serem irmãos/primos que se aborreciam profundamente. Sob os cristãos eles
ficaram quando os cristãos se tornaram “os do Cristianismo”.
Jesus jamais mandou subjugar
ninguém. E os discípulos originais conseguiram ficar sem poder e sem domínio
sobre ninguém por trezentos anos.
Sim, porque Jesus não fundou
religião e nem poderia, pois, se o fizesse, creiam: Deus não seria.
Jesus viveu sem santuário feito
por mãos humanas. E a Nova Jerusalém não tem santuários.
Assim na Terra como nos Céus!
Onde Deus é Deus não há religião.
Há Luz. Há Amor. Há Verdade. Há Adoração. Há Comunhão Universal. Há tudo Nele e
Ele em tudo.
Pois Nele foram criadas todas as
coisas. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Nele Tudo Subsiste. De modo
que Nele nos movemos, existimos e respiramos. Sim, Ele é o Pai de todos, está
em todos e opera por meio de todos. Nada existe fora Dele. Tudo é Nele. Mas Ele
não é a nenhuma coisa que Nele é.
Ora, sendo isto que Jesus revela
sobre Si Mesmo no Pai e no Pai Nele; e em Deus todas as coisas — como poderia
Deus ser Flamengo, ou Santos, ou Corinthians, ou Botafogo, ou Palmeiras?
Ora, o reducionismo é tão
patético quanto o que acima usei para ilustrar o ridículo do Deus de Religião.
É tão gracinha quanto dizer que
Deus é brasileiro.
Ah, está tarde e eu cansei...
Pense que você compreende.
Eu vou dormir como um humano que
é filho do Pai.
Nele, que não torce por time
religioso nenhum, para a mais profunda tristeza religiosa de alguns, mas para
nossa alegria de discípulos do Caminho aberto a todos pelo sangue da Sua Cruz,
Caio
Quando eu era menino sentia como menino...
4 de dezembro de 2012
Postado por Unknown
Eu, o menino, o homem e nós!
Quando eu era menino sentia como menino, e, por isto, como
menino, eu era o boy até poder virar Tarzan.
Quando eu era menino, pensava como menino, por isto olhar
pelos buraquinhos de madeira da casa dos vizinhos pobres, para ver as moças das
casas se banhando nuas, era o que o menino poderia fazer até que poder dar
banhos nelas.
Quando eu era menino cria que apesar do Pelé [...] o Gérson
era o melhor do mundo, até ver que o melhor do mundo é o de cada geração.
Quando eu era menino jovem as louras eram pra exibir, a
morenas para degustar e as brancas normais e belas para passear, até que
descobri que era tudo a mesma coisa...
Quando eu era menino Deus me amava e eu não sabia o porque.
Até que entendi quando homem que quando menino eu tinha razão, pois não há
sequer um porque e nem por quê a ser destinado a Deus. Salve menino!
Quando era menino não sabia que a salvação do homem estava
no Menino e na criança.
Quando eu era menino eu queria ser logo homem. Quando homem
lembrei do menino com gratidão. Então, bem devagar, esqueci o menino e me perdi
nas florestas dos adultos sem alma e sem a religião do é, mas apenas a do que
pode ser...
Há coisas de menino a serem “desistidas” e há coisas de
menino nunca a serem desistidas.
Quando homem desisti de tudo de menino...
“Ah, por favor”, gritou minha alma, “tudo não!...”
E o olhar? E o sentir leve? E a fé simples? E a confiança? E
a humildade de pedir ajuda? E rapidez no passar do choro ao riso? E a
brincadeira séria como guerra e a guerra séria como uma brincadeira? E a
desamargura? E o perdão simples como jogar bola?
Hoje, menino e homem se reconciliaram. Andam juntos.
Conversam. Trocam. Se iluminam. Gargalham.
O menino se vê no homem!
O homem se admira que já estivesse pronto no menino!
Entre o homem e o menino... — Deus, pai, mãe, amigos,
mulher, filhos, inimigos, tempo e tempo, dor e dor, fé e fé —; sim, entre o
homem e o menino tudo o que coube entre o menino e o homem para o bem.
Eu menino me respeito. Eu homem tenho o maior carinho por
aquele menino que se fez eu em mim em Cristo.
Nele,
Caio
4 de dezembro de 2012 – Manaus – AM
Ah, eu lembro tanto... — que é assim que estou agora!
Postado por Unknown
Lembranças,
fragrâncias, cheiros e sublimidades!
Lembro...
Ganhei ótima memória...
Tudo é muito vivo em mim!
Em mim o passado e o presente se fundem em memorias alegres
e calmas.
Até as dores antigas se tornaram doces e meigas...
Como infante [...] ainda lembro de muita coisa.
Lembro do meu desespero de fome aos dois anos..., do meu
primeiro castigo com dois anos e meio..., lembro do cheiro da cama do papai e
da mãe..., lembro do cheirinho de cada travesseiro da casa..., lembro do hálito
doce da Mãe Velhinha..., do odor permanente de hortelã na boca do tio
Lucilo..., do perfume das colônias da Vovó Zézé..., das cochas grossas das
minhas tias..., da pele suave das minhas primas e vizinhas..., do odor das
árvores da casa, e da inundação olfativa que experimentava todos os fins de
semana na floresta.
Na realidade de pouca coisa não me lembro de três anos de
vida para cá!
Carrego todos os que amei e amo em meus depósitos de
memorias/imagens/cheiros da minha alma!
Sou um menino de cheiros e que se tornou um homem de olfatos
e percepções...
Entre-tanto [...] há um aroma sublime que Mamãe, Adriana, eu
e Ana experimentamos uns dias depois do sepultamento do papai no dia 14 de
setembro de 2007.
Fomos ao cemitério...
Minha única ida ao cemitério apenas para ver uma tumba.
Nunca fui de tumbas...
Mas fomos.
Que susto!
A tumba era de uma pedra negra imponente e, paradoxalmente
simples.
Umas florinhas singelas num canteirinho nas costas dela.
Flores vermelhas e brancas.
E a ambiência...
Sim, entramos juntos num clima, numa bolha de sublimidade,
num sentir coletivo, numa alegria silenciosa e comunicada, num portal de amor
sereno e poderoso.
Meu Deus! O que era aquilo?
Todos sentimos tudo.
As mesmas coisas.
Do mesmo jeito.
E quando falamos uns com outros não sentimos necessidade de
explicar.
As perguntas: “Vocês estão sentindo isto?”—eram as de todos
nós, simultaneamente.
Era um cheiro-presença-sublime de vida!
Duas outras pessoas, sem que eu lhes dissesse qualquer
coisa, me relataram a mesma experiência em outras ocasiões.
Emanações do mal e do bem se perpetuam como fenômeno
energético psíquico nas camadas do inconsciente coletivo planetário.
Infelizmente cada vez mais ficam os resíduos psíquicos dos
entes que não amavam ou mesmo odiavam lotam tais camadas.
Mas quando um ente santo parte, seu cheirinho de céu fica
pra trás, e os afeitos a tal fragrância a sentem sem qualquer esforço.
Ah, eu lembro tanto... — que é assim que estou agora!
Caio
4 de dezembro de 2012 – Manaus – AM
Dia do aniversário de nascimento do meu glorificado pai, no
Filho.
JESUS NUNCA NÃO AMOU!
2 de dezembro de 2012
Postado por Marcello Cunha
Amou os amáveis, os amigos, os discípulos, os pais e irmãos, e todo o povo carente.
Amou as pessoas das Forças de Ocupação Romana, amou autoridades boas, como o Centurião, como o oficial do rei, e como o bom chefe da sinagoga de Cafarnaum, Jairo.
Amou coletores de impostos, meretrizes, pecadores, religiosos sinceros, insinceros, lobos, mercenários, e todos os Herodes, Anás, Caifás, e cia..., bem como amou os religiosos aos quais confrontou; sim, até mesmo aos que chamou de “filhos do diabo”.
Jesus nunca não amou. Sim, até quando disse “não podes vir”... ou
quando disse “quem olha pra trás não é digno do reino”... ou ainda
quando disse a alguém que para segui-Lo não daria para esperar a morte
do pai: “... deixa aos mortos sepultarem os seus mortos”.
Jesus nunca não amou. Mas amar para Ele não era namoro e nem romance; era verdade, compaixão e sinceridade sábia na expressão do amor!
Jesus nunca não amou. Nem quando fez um azorrague e a todos os negociantes do Templo expulsou!
Jesus nunca não amou. Nem quando Judas o traiu. Sim, amou antes, durante e depois...
Jesus nunca não amou. Nem quando era o Cordeiro de tudo o que ainda não era... Posto que antes de haver [...] Ele já se dera em amor por tudo o que seria!
Jesus nunca não amou e nunca não amará. Nem quando o mundo conhecer a Ira do Cordeiro. Sim, alguém pensa que a Ira de Deus é ódio? A Ira de Deus é amor em estado de fogo purificador.
Jesus nunca não me amou. Nem nos piores ou mais escuros dos dias e horas de agonia. Ele sempre está comigo. Ele nunca não me amará.
Ah, como amo a santidade livre desse amor incomunicável de Deus, e que transcende a tudo o que compreendemos como amor.
Nele,
Caio
2 de dezembro de 2012
Lago Norte
Brasília
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