De onde procede a ambivalência humana?

AMBIVALÊNCIA É O OUTRO NOME DA ALMA!

De onde procede a ambivalência humana?

Por ambivalência entenda-se essa capacidade contraditória de amar o que se odeia e odiar o que se ama; ou ainda: de desejar ardentemente aquilo que se teme, enquanto nada nos seduz mais do esse próprio medo!...

Sim, de onde procede a ambivalência humana?

O relato mais antigo de tal nascedouro nos vem do livro de Genesis. É de lá que nos vem a primeira narrativa da ambivalência dos seres humanos. Isto porque Deus dissera: “Podem comer de tudo... Menos da árvore que está no meio do jardim; pois, se dela comerem [...] vocês morrerão!” Depois vem a Astucia, a Serpente, e mostra a árvore da morte como algo que escondia o segredo de Deus. “Que nada! É que Deus sabe que se vocês comerem se tornarão como Ele, conhecedores de tudo, tanto do bem quanto do mal.”

Assim, ambivalência é desejo pelo bem e pelo mal, simultaneamente. É a mesma árvore. É a mesma coisa. E os opostos estão ali presente, apavorando tanto quanto seduzindo.

Ora, esse foi o fruto que comemos. E o seu conteúdo é pura ambivalência. Daí sermos seduzidos pelo que nos faz mal em razão de que nele possa existir algum bem.

E mais: mesmo que se diga que algo mata, somos capazes de exercermos uma seletividade que separa a morte da própria morte [...] pelo usufruto daquela coisa que nos vai matando enquanto ela não nos mate de vez.

Daí decorrem todos os nossos prazeres mortais e todas as nossas escolhas de morte lenta!

Afinal, existe uma doçura em tudo o que envenena; existe um segredo em tudo o que é proibido; existe uma existência desconhecida em tudo o que não se pode; existe alguma forma de existência em tudo o que conduz à morte!

Não há faces, há facebooks; não há vidas, há perfis; não há tempo, há urgências angustiadas!...


AS CRIAÇÕES ARTIFICIAIS TAMBÉM MUDAM A NATUREZA DA ALMA HUMANA!

Quando meus avós paternos se conheceram na Bahia ela [minha avó] era filha de uma família tradicional de ascendência francesa, e ele era um amazonense criado no interior do Estado, no meio da floresta, embora educado, culto e refinado nos saberes acadêmicos.

Naquele tempo isso era obra de “padrinhos prósperos”, e que levavam a sério a educação de seus “afilhados”. Ora, meu bisavô era um homem rude, embora inteligente, e, portanto, desejava que seus dois filhos, João e Maria, gerados quando ele já passava dos 70 anos fossem bem educados.

O velho viveu até aos 104 anos e morreu por decisão eutanásica de não se alimentar, pois dizia que estava cansado de tantos anos, ainda que não tivesse jamais ficado doente, enxergasse bem e não sofresse de nenhum achaque da idade, mas, dizia que para ele, dera... Achava que vivera de-mais... Era bastante!

Todavia, como não possuísse meios para educar os dois filhos em um centro mais avançado, entregou-os aos cuidados de um compadre de mais posses. Minha bisavó morrera cinco anos após o casamento com o velho de setenta e poucos...

Quando chegou o tempo da educação acadêmica formal meu avô mudou-se para Salvador, onde conheceu minha avó. Ela rica, e ele pobre, porém, culto.

Uma vez formado, ele tinha que voltar ao interior do Amazonas a fim de cuidar do Seringal/Castanhal da família. Ela, porém, enfrentava grande resistência por parte da família e de amigos citadinos quanto seguir aquele homem bom, mas duro. Ele foi. Ela ficou. Mas ficaram amarrados um ao outro pelo amor e pelo compromisso. Ele prepararia tudo... Então ele voltaria para busca-la.

Seis anos passaram... Apenas papéis de carta de amor os embalavam em seus amores e compromissos. Os parentes e amigos diziam que ela deveria pegar um dos muitos solteiros disponíveis em Salvador e salvar-se daquele amor por cartas. Ela dizia: “Ele me ama, e eu o amo. Ele é homem de palavra. Ele volta!” E voltou. Sim, voltou; e a levou; e viveram um grande e fiel amor, do qual nasceram 13 filhos; e também em razão do qual criaram muitos outros...; sem falar que transformaram sua casa/hospital num abrigo para centenas e centenas de desabrigados, marginalizados e doentes, conforme narro em meu livro “Confissões de um Pastor”.

A única coisa que importa como elemento essencial à vida é significado de ser

ARTIFICIALIDADES TRANSFORMADAS EM NATUREZA HUMANA!

Jesus disse que pouco é necessário, que mesmo a uma só coisa a vida pode ser reduzida em sua simplicidade sem que nada dela seja essencialmente supresso.

Tal declaração, entretanto, nos soa apenas poética. Sim, coisa de Deus ou de maluco!

Isto porque para nós há um mínimo necessário e sem cuja presença [de tais coisas] em nossas existências tudo parece estar faltando. A cada dia falta mais e se precisa de mais...

Todavia, nem sempre foi assim, e, ainda hoje, para muitos povos, não é assim. Nós, no entanto, mesmo ao sabermos e vermos acerca de tais pessoas, povos ou comunidades, para não nos perguntarmos sobre o real significado do que seja a verdadeira necessidade do existir e do ter na existência, sentimos pena de tais grupos ou indivíduos, e, como ressignificação da nossa humanidade, decidimos que eles precisariam ter tudo o que temos para que fossem pessoas felizes.

Naturalmente, o homem precisa comer, precisa beber, precisa ter algo sobre a cabeça, precisa vestir algo, e, sobretudo, precisa interagir!...

Assim existiu a humanidade por milênios. Desse modo chegamos todos nós até aqui... Isto porque o conceito de pobreza vinha do quase nada ter, ou do risco diário da fome. Já a miséria era não ter acesso a nada mesmo. E, quando digo “nada” [...] refiro-me apenas às coisas acima ditas como essenciais às milhares de gerações que nos precederam na história humana.

Sim, pouco é necessário [...]; e, para Jesus, no fim de tudo, apenas uma só coisa não poderia faltar!

O pouco necessário já vimos o que era pelo exemplo das gerações que nos precederam no tempo. Já esta “uma só coisa” a que Jesus fez referencia tem a ver com “a Palavra que sai da boca de Deus”; a qual não nos impede de morrer de fome e de sede; não nos protege de intempéries, não nos abriga do frio, não nos provê amizades, não nos impede o morrer físico, mas nos garante significado mesmo morrendo...

Assim Jesus nos ensina que no fim de tudo [...] a única coisa que importa como elemento essencial à vida é significado de ser; o qual, para o espírito, não advém de nada que se possa ter; seja pouco, seja muito!

É desse significado essencial que alguém existe para Deus na vida; e o que disso passar já se trata daquilo que se precisa de modo fundamental, mas não de modo essencial.

Missão Salvar Crianças-Bruxas | Depoimentos

De: Valdenice
Enviada em: quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 17:52
Para: CAMINHO NAÇÕES - PROJETO PEQUENINOS
Assunto: NICE, 4\01\2012 (gratíssima os livros chegaram hoje)

Marcelo, paz e bem em Jesus.

Recebi hoje o livro "Missão Salvar crianças-bruxas". Amei, alta qualidade editorial, de imagens, vou devorar a leitura como alguém faminta pelo conhecimento adquirido de vocês.
Li a introdução, é comovente, creio que chorarei em todo livro. Pois foi escrito e fotografado com olhos, ouvidos e coração de quem sentiu na pele a dor destes pequeninos.
Vcs são muito bons no que fazem para o Reino de Deus, tanto espiritualmente e éticamente e por ai vai...
Grata, gratíssima mesmo.

Valdenice.

A tentação é o pão do capricho da alma!...


A TENTAÇÃO COMO O PÃO DO DESCONTENTAMENTO!

Nada é mais humano na nossa condição humanamente caída do que a tentação. Sim, por isto ela aparece na oração na qual Jesus nos ensina a pedir o pão, o perdão e tudo o mais que, positivamente, seja associado à vida.

A tentação, todavia, é o pão do capricho, do desejo e da necessidade; seja tal tentação real e objetiva — como o desejo do faminto de roubar um pão! —; ou seja [ela] a invenção do capricho desejoso — mesmo que ainda impotente na possibilidade da obtenção do pretendido! —; ou seja [ela] a cobiça ungida pelo poder simples da obtenção do que se queira e se possa.

Sim! A tentação é o pão do capricho da alma!...

Jesus disse para orarmos, para mantermos a mente acima do teste da tentação [...] pela via das ambições mais elevadas e vinculadas à supremacia do reino de Deus em nós, da vontade de Deus encarnada em nós e da santidade divina instalada em nós; pois, do contrário, a alma anseia pela tentação com a mesma avidez com a qual Adão e Eva ansiaram pelo fruto proibido, o qual, toda-via, estava ao alcance da mão.

Somos tentados pelo que vemos, ouvimos, sentimos, imaginamos, sabemos, podemos, e, portanto, desejamos!

Jesus podia transformar pedras em pães. Podia pular do Pináculo mesmo sem o amparo do Salmo 91. Podia ter sem Satanás todos os reinos deste mundo. Podia não morrer na Cruz. Podia solicitar 12 legiões de anjos que o defendessem. Podia casar e ter filhos. Podia mudar para Edessa e viver vida longa. Podia provar com sinais que era o Messias. Sim, Ele podia, mas decidiu que não poderia; e isto porque a vontade de Deus era outra.

O stress tem que ter sentido de vida!


SEM ADRENALINA E COM A ALEGRIA DE UMA
ADRIANA NATALINA!


Estamos no dia 5 de janeiro de 2012 [...] e eu tento relaxar um pouco, depois de cinco anos sem férias para descanso. Até agora ainda estou desacelerando... O descanso demora a vir!...

Quando eu vivia uma existência em ritmo de “Campanha Presidencial” — entre 1980 e 1998 — [...] e saí de férias...; isto depois de quase 10 anos sem parar..., nos primeiro 15 dias sentia-me deprimido; sim, inexplicavelmente deprimido...

Então, meu amigo Manfred Grellert me deu pra ler um livro sobre os efeitos da adrenalina no organismo; e, por aquela leitura, diagnostiquei meu mal: excesso dramático de adrenalina no dia a dia da minha devotada existência ao que eu cria ser a missão do Evangelho para minha vida.

Adrenalina é uma droga poderosa, a qual é provisão da Graça de Deus para momentos de perigo na sobrevivência. Por ela faz-se o impensável, suporta-se o insuportável, escala-se o inescalável, alcança-se o inalcançável.

Isto, todavia, é provisão de Deus para os momentos de extremo stress físico, quando a vida depende do choque químico que a Adrenalina produz!...

Entretanto, viver adrenalinizado é o diabo para corpo, a mente e espírito!
Na realidade creio que foi a Graça de um espirito descansado o que me fez sobreviver à agenda adrenalinizada a qual me submeti por tantos anos.

Sim!... Quatro a cinco viagens por semana; entrevistas para todas as mídias seculares e religiosas todos os dias; pregações e mais pregações de modo cotidiano; programas diários de rádio e televisão; reuniões e reuniões; atendimentos que variavam da angustia espiritual dos consultantes às situações mais impensáveis com empresários, políticos, pastores e presos do sistema carcerário; — sem falar nas campanhas de evangelização em estádios de futebol, ginásios de esporte, teatros, praças, praias, centros de convenções, hotéis, etc...