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Ao Leo: um filho da Esperança!


SOBRE LEONARDO “ROCHA DOS SANTOS” - Por Marcelo Quintela

Hoje, dia 16 de fevereiro, é aniversário de um dos maiores companheiros de caminhada que eu tenho nessa vida, nosso mano Leonardo Rocha, o “Leo”, que preside o Way to the Nations (WN) na Nigéria.

Em 2008, tendo deixado a supervisão nacional do “Caminho da Graça”, passei a correr o mundo tentando unir dispersos agarrados ao site do Caio e fomentando o início de Estações internacionais, e iniciei troca de e-mails com o mineirinho que morava em Londres e fazia do Portal dos Invisíveis lugar de seu pouso e edificação..

No ano seguinte, o Leo já servia na mentoria de uma Estação que congregou na capital do Reino Unido, além de realizar campeonatos de futebol com amigos ingleses e desejar muito ter uma família. Ralava bastante numa empresa que o promoveu a um cargo gerencial quando ele inventou uma fórmula que solucionou problemas nos processos de produção química. Nesse mesmo ano o conheci pessoalmente em Londres. Estive muitos dias com a Estação, vi a capacidade organizacional do Leonardo e amei estar com todos. Na ocasião, o Caio falou por videoconferência naquela que, para mim, ainda é a principal mensagem que peregrinos da Fé no Exterior deveriam assistir, pois fala da nossa frustração com o “espírito de gueto” que domina as colônias-saleiros que os cristãos brasileiros constituem na América e Europa, e como isso pode ser antagônico ao Chamado do Evangelho, que apregoa a mistura entre as gentes para anúncio das Boas Novas aos gélidos corações do Norte secularizado, desalmado, entediado.

Crianças acusadas de serem bruxas no Reino Unido


Crianças acusadas de serem bruxas no Reino Unido

Ontem pela quarta vez fui convidado ao parlamento inglês.

Na primeira vez representei a organização ONE no lançamento da campanha “Que Crianças não nasçam mais com HIV a partir de 2015” junto ao Secretário de Desenvolvimento Internacional pelo Reino Unido, Andrew Mitchel. Na segunda fui convidado para jantar com o Lord Alton of Liverpool onde o tema da conversa foi “Crianças soldados e vítimas de abuso sexual na República Democrática do Congo”, ocasião em que tive a oportunidade de falar sobre o problema das “crianças-bruxas” e de nosso projeto. Na terceira vez, em outubro do ano passado, fui convidado à outra reunião no White Hall, reunião presidida pela Sra. Penelope Smith, chefe do departamento de Relações Exteriores do Reino Unido com a África Central, onde o tema abordado foi “O abuso de crianças na África Central”.

Nesta reunião tivemos a participação de cinco organizações inglesas que trabalham em prol das crianças na África e eu então já representando oficialmente o Way to the Nations. Tivemos também a participação por áudio-conferência da Ministra do Bem Estar da criança na Nigéria junto a seu assessor. Nesta ocasião, embora o tema principal não fosse bruxaria, ele acabou se tornando central depois da abordagem “direta” que fiz e da posição de defesa e negação que o governo nigeriano tomou.

Programa Encontros - Sobre Crianças Bruxas Bruxas da Nigéria

Program Encontros - Sobre Crianças Bruxas Bruxas da Nigéria

Papo de Graça com Leo e Ayla

O caos no Niger Delta


CAOS NO NIGER DELTA

Apesar de escrever relatórios quase diários do que vem acontecendo aqui na Nigéria sempre tenho em mim um verdadeiro receio de dar muitos detalhes e mesmo assim não conseguir expressar a realidade e complexidade do problema.

Mas, hoje, requer um pouco mais de detalhes para que vocês sintam ou pelo menos percebam o que está acontecendo por aqui.

O desemprego na região é algo alarmante. Não se ouve estatística, mas em toda direção que vou vejo pessoas desesperadas por um trocado que seja para que possam comprar pelo menos um pão.

Policiais fortemente armados pelas estradas dobram o tempo de qualquer percurso com tantas paradas e tantas complicações que arranjam para pedir uma propina, e pasmem... eu vi uma propina de 200 Nairas (equivalente a R$2,00) deixar dois policiais extremamente satisfeitos. E não pensem que isso aqui vale muito, um cacho de bananas custa 250 Nairas.

Na última terça-feira, a caminho do orfanato James 1:27, vi um homem morto abandonado na beira da rua com seu corpo inteiramente queimado. O odor de carne queimada na rua me causava enjôo. Mais tarde vi quatro rapazes, talvez seus algozes, que riam enquanto o enterravam a dois metros adentro daquele terreno baldio.

Cheguei ao orfanato James 1:27 para rever as crianças e ver como vai a obra dos dois quartos que pagamos recentemente para serem acabados. É neste orfanato que mantemos a Esther que resgatamos na minha última vinda. Encontrei a maioria das 50 crianças subnutridas vivendo de uma pequena porção diária de farelo de mandioca com água ou às vezes um bocado de feijão. A pequenina Vitória de aproximadamente 4 anos nos implorou por um pedaço de pão. Todas as crianças lá estão sofrendo com uma espécie de sarna na pele e eles não acham a causa do problema.